Por que casais brigam em viagens? Conheça 10 motivos.

Viajar com o par, principalmente pela primeira vez, pode ser uma prova de fogo para muita gente. A convivência estreita, o cenário diferente e o vasto leque de opções que as férias oferecem parecem potencializar hábitos, manias e defeitos. Para que as férias não se transformem em pesadelo, veja quais são as principais encrencas que os casais costumam enfrentar nessas ocasiões.

Escolha do roteiro
Nem sempre os desejos coincidem e, se são muito diferentes, provocam atritos. Para Quézia Bombonatto, terapeuta familiar e diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), o par deve avaliar vantagens e desvantagens de cada lugar. “Eles terão de entrar em um acordo. Mas quem cedeu deve aproveitar o passeio e perceber que, se aceitou a ideia, é porque viu vantagem na proposta”, diz.

Bagagem
Um quer levar a casa junto, o outro só leva o necessário. Resultado: estresse com a bagagem a transportar e com a bagunça no hotel. Para o psicoterapeuta Ricardo Desidério, de Londrina (PR), os homens reclamam muito desse aspecto e deveriam relaxar. “Em vez de achar a mulher exagerada, pense que ela está sendo prevenida”. E deixar que cada um cuide da própria mala é uma maneira de evitar brigas.

Horários
Um prefere madrugar, o outro prefere acordar mais tarde. Para Quézia Bombonatto, terapeuta familiar e diretora da ABPp, é comum esse tipo de desajuste já permear a relação de algum modo. Porém, numa viagem, o descompasso gera confusões. “Combine antes o que farão e procurem agradar os dois lados. Um dia eles podem descansar pela manhã, no outro, curtir. Essa troca contempla o desejo dos dois”.

Compras
Nem todo mundo tem paciência para compras. Se um ama comprar e outro não, o que adora deve reservar um dia só para isso e deixar o outro livre para aproveitar um passeio do qual não faz tanta questão. “É bom que cada um possa investir tempo no que deseja. O casal não precisa ficar grudado. Férias são para relaxar, e não para marcar presença a contragosto”, diz o psicoterapeuta Ricardo Desidério.

Pique
Um quer andar a cidade toda a pé, o outro não curte caminhar. O segredo é cada um ceder um pouco. “O casal precisa ver o que é possível cada um abrir mão para que os dois aproveitem”, diz Quézia Bombonatto, terapeuta familiar. Para a psicóloga Sandra Mara de Castro e Souza Costa, da Clínica Dr. Família, de São Paulo (SP), as férias podem ser um bom exercício para aprender a tolerar e compartilhar.

Dinheiro
Despesas inesperadas e discordar sobre gastos com passeios são comuns em viagens. “Para evitar conflitos, planejem os gastos diários. E separe dinheiro para as despesas extras, que irão surgir. Afinal, ninguém sai para uma viagem com o dinheiro contado apenas para as refeições”, diz o psicoterapeuta Ricardo Desidério. Anotar tudo, desde o início, também evita sustos.

Organização
Enquanto um não se importa com a bagunça do quarto, o outro faz questão de deixar tudo impecável. Para evitar picuinhas, combinem previamente que cada um deve tomar conta da sua mala. “Ambos devem tentar manter sua organização e, assim, não perder tempo”, diz a terapeuta Quézia Bombonatto. Mas o melhor é relaxar, principalmente se estiverem em um hotel, onde tudo estará arrumado quando retornarem.

Filhos
De acordo com Quézia Bombonatto, terapeuta familiar, pai ou mãe sobrecarregados com cuidados com os filhos em viagens é um reflexo do que vem acontecendo em casa. “A colaboração tem que ocorrer sempre, deve fazer parte da rotina da família”, fala a especialista. O casal precisa se acertar para que haja uma divisão justa de tarefas e, assim, ambos possam aproveitar o merecido descanso.

Imprevistos
Por mais que uma viagem seja planejada, podem acontecer imprevistos: bagagem perdida, cartão estourado, hotel ruim etc. É comum que um culpe o outro por “estragar” as férias. “Mantenha a impulsividade e a raiva sob controle, para não falar algo que possa magoar o par”, diz a psicóloga Sandra Mara Costa. Levar na esportiva ajuda. Perrengues de viagens rendem boas histórias e fortalecem o vínculo.

Hábitos e manias
Se o casal não mora junto, viajar pode revelar uma visão bem real do par. Para o psicoterapeuta Ricardo Desidério, embora os momentos juntos sirvam para ter uma percepção de como é o outro, nem tudo deve ser levado a sério. “A viagem é algo particular. Extravasamos. Estamos ali para curtir”. Tolerar hábitos irritantes ajuda a enxergar o que é insignificante.

Colaborado por Heloísa Noronha

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