Conheça os procedimentos de beleza permitidos e proibidos após o parto

Conheça os procedimentos de beleza permitidos e proibidos após o parto
Conheça os procedimentos de beleza permitidos e proibidos após o parto

Se a mulher acha que está totalmente liberada para os procedimentos de beleza após o parto, ela está enganada. Logo após o nascimento do bebê, alguns métodos ainda não são recomendados. O Dr. Victor Hugo Sanchez, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), com título de habilitação em Medicina fetal, explica alguns que devem ser evitados. “O peeling químico com ácido retinoico porque se tiver contato com o recém-nascido pode provocar irritação na pele dele. E também a criolipolise, que é indicada para tratar a gordura localizada, porque o organismo da mulher ainda se encontra inchado após o parto”.

As cirurgias plásticas também não são recomendadas. O ginecologista diz que a intervenção nas mamas pode ser feita após 3 meses de parar a amamentação. “A abdominoplastia pode ser feita aproximadamente 10 meses após o parto, após recuperação integral”.

Durante a Amamentação

A amamentação permite uma conexão única com o filho, além de ser fundamental para o crescimento e nutrição do bebê. Por isso, as mamães devem ficar atentas ao que se deve evitar. O Ministério da Saúde orienta através de um manual de conduta e identifica as drogas usadas frequentemente nos procedimentos de beleza, segundo a categoria de risco na amamentação.

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Segundo o Dr. Victor, esse manual coloca como uso compatível com a amamentação os seguintes procedimentos: fármacos cujo uso é potencialmente seguro durante a lactação, sem haver relatos de efeitos farmacológicos significativos para o lactente. Implantes de silicone, colocados antes da gestação e tinturas para o cabelo, desde que não contenham chumbo.

Depois, há o uso criterioso durante a amamentação, em que estão os medicamentos cujo uso no período da lactação depende da avaliação do risco/benefício. Quando utilizados, exigem uma monitoria clínica e/ou laboratorial da lactente, devendo ser utilizados durante o menor tempo e na menor dose possível. Os novos medicamentos que a segurança durante a amamentação ainda não foi devidamente documentada encontram-se nesta categoria.

No uso criterioso, também se inclui a amônia (tinturas de cabelo), a hidroquinona (evitar uso prolongado), piercings (nos mamilos – podem causar dano ao ducto mamário), tatuagens (sobre a aréola e o mamilo – risco de dermatite local e obstrução ductal). Além da toxina botulínica tipo A, que quando administrada corretamente, via intramuscular, o fármaco não atinge a circulação sistêmica e, consequentemente, o compartimento lácteo.

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Agora, atenção para as mães que amamentam: há a categoria de uso contraindicado nesse período, seja pelas evidências ou risco significativo de efeitos colaterais em que se inclui o alisante de cabelo com formol, que não é permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária devido ao risco de intoxicação.

Durante a gestação a mulher costuma prestar atenção à tudo que pode ser prejudicial ao seu bebê e normalmente deixa de fazer várias coisas como uma espécie de “sacrifício” pelo bem da saúde de seu bebê que está por vir. Pois bem, esses cuidados devem continuar após o nascimento dele, seja para quem amamenta ou não. Ou só porque seu bebê nasceu você vai voltar a fumar e ainda por cima com ele no colo? Acreditamos e torcemos que não. Continue pensando na saúde do seu filho. Se for utilizar um remédio ou realizar uma procedimento de beleza? Comunique ao seu médico que você está amamentando.

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