Cozinha+Surfe=Qualidade de vida

Hoje vamos conhecer o trabalho da grande Chef de Cozinha e surfista Marina Pantoja, carioca nata e potiguar de coração. Resolvi postar na integra a entrevista, pois, gostei  muito do jeito que ela escreveu. Fica evidente na entrevista a relação existente entre o modo de  viver e  a  preocupação com o corpo saudável.

Tenho 28 anos, sou nutricionista e chef de cozinha, proprietária do Restaurante Flor de Sálvia. Comecei a trabalhar em restaurantes e depois em cozinha, aos 19 anos e, com os conhecimentos que fui adquirindo ao longo do curso de nutrição, fui transformando e adaptando a minha forma de cozinhar e os ingredientes utilizados. O objetivo que busco sempre na minha cozinha é proporcionar refeições leves e equilibradas, porém sem “graaandes” paranóias de restringir tudo quanto é alimento, e levando em consideração SEMPRE a aparência e o sabor dos pratos. A lógica é equilibrar aspectos negativos de determinado ingrediente com positivos de um outro. Por exemplo, se uso uma carne vermelha, com maior teor de colesterol, na montagem do prato, sempre irei introduzir óleos essenciais (gordura boa) e fibras. Sou muito orgulhosa do trabalho que faço, pois sei que consigo oferecer refeições super saborosas sem agredir a saúde do meu cliente.

 

As adaptações que fui fazendo na minha prática culinária são também muito consequência do que acredito e quero para mim e para as pessoas ao meu redor. É muito comum ver chefs de cozinha acima do peso, que dormem muito pouco, estressados e sedentários, já que a cozinha sempre exige muito da gente. Só que em determinado momento, percebi que não precisava abrir mão nem da minha saúde nem da cozinha, e assim surgiu a Flor de Sálvia.

Obs.: Apesar de ser “o” restaurante, sempre uso  nome no feminino, pois considero, no macro, como uma empresa. Pois o objetivo sempre foi “provar” para as pessoas que se alimentar bem é possível, não devendo se resumir a restrições e proibições. Tem que ser natural e prazeroso, nada de sacrifícios. Sendo assim, aqui fazemos um pouquinho de tudo, almoço, jantar, suplementos, serviços de buffet, encomendas personalizadas e comida congelada. Hoje, como trabalho de segunda a sábado, entrando na hora do almoço e saindo depois do jantar (que às vezes rola até meia noite), separei as minhas manhãs para a prática de esportes. segunda, quarta e sexta treino de cross fit com a minha personal Cecília Lagreca e no restante dos dias surfe.

Pois é, o surfe é a minha outra grande paixão, além da cozinha. Comecei a surfar aos 13 anos, quando ainda morava em Aracaju. Minha irmã mais velha começou a ir e eu fui atrás… de lá para cá já pratiquei tudo quanto é tipo de esporte (escalada, corrida de aventura, frescobol, corrida de rua…) mas o surfe sempre foi a prioridade. Vejo o surfe como uma oportunidade de auto-conhecimento e superação diária. Além disso, o próprio contato com a natureza, por si só, já é extremamente reenergizante; remédio eficaz contra o meu mau humor quando estou bem cansada do trabalho. Eu sempre fui aventureira, gostei de natureza, praia, água… mas, sem dúvidas, ter crescido surfista me tornou uma pessoa mais leve, menos apegada a coisas materiais, mais saudável.
Apesar de não competir, nem encarar o esporte profissionalmente, pelo fato de ele me completar tanto, estou sempre em busca da evolução; seja fazendo treinos funcionais que otimizem o rendimento; treinos de corrida e mergulhinhos em apneia para trabalhar o cardiorespiratório; alimentação balanceada; equipamento bacana; etc. Na verdade o meu objetivo é surfar vááárias ondas no mundo, em especial, Indonésia. E sei que para render bem em determinados mares, todo o treinamento de base é de extrema importância, seja para ter força na remada ou para aguentar uma vaca mais pesada.
Hoje, a única coisa que vejo como falha na minha rotina é a questão do sono, pois por trabalhar até tarde na maioria dos dias, prefiro sacrificar algumas horas para fazer meu treino matinal. Só que uma série de eventos metabólicos se dão no período da noite, enquanto dormimos. Então, sem dúvidas, um bom descanso é imprescindível à boa saúde, seja com treino ou sem treino! Numa tentativa de compensar a redução sofrida nas minha horas de sono, procuro consumir muitas fontes de antioxidantes (em geral alimentos vermelhos e roxos) e trabalhar sempre na qualidade desse sono, usando técnicas de tranquilização da mente antes de dormir. Também parei de beber recentemente, muito mais pensando na qualidade do meu sono e no rendimento do dia seguinte do que por qualquer outro motivo.
Aqui no Rio Grande do Norte temos uma boa variedade de ondas, dificilmente grandes e pesadas, mas no pico certo, no dia certo, dá para pegar ondas com qualidade gringa. Como minha base é regular e surfo melhor de front side, acabo preferindo os picos com fundo de pedra; já que uma característica do nosso litoral é que a grande maioria dos picos com fundo de areia quebram para esquerda e as lajes e fundos de pedra, o inverso. Sem contar que um surfe na laje é sempre uma “pressãozinha” a mais no psicológico (rsrs). O pico que mais gosto aqui no estado é a Lajinha, na Pipa, uma direita perfeita que, quando rola, coloca um tubo atrás do outro. Sem contar que, por ser uma laje rasa, bem afiada, deixa boa parte dos surfistas de fora, sendo relativamente constante a oportunidade de surfar lá sem crawd.
O pico da região que mais atrai Marina é a Laje do Bode em Noronha. Bem, pessoal essa foi a primeira entrevista de Marina para nosso Blog. Espero que gostem!!
Se for surfar ou andar de Skate não beba!!
Se beber não dirija!!!

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