Depressão: alegre-se!!! tem boa nova no ar

A depressão muitas vezes é silenciosa e piora pela falta de apoio

Novas abordagens no tratamento contra a depressão

A depressão constitui um dos mais comuns transtornos mentais conhecidos na atualidade. Trata-se de um distúrbio multifatorial e os desencadeantes são ainda pouco esclarecidos. Apesar da depressão ser reconhecida desde a antiguidade, só no século passado descobriu-se que fármacos alteravam o nível de monoaminas (derivados de aminoácidos) provocando efeitos antidepressivos.

Novas abordagens terapêuticas

Cientistas descobriram um novo medicamento que pode melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas. O novo medicamento tem como foco o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA), responsável pela regulação da excitabilidade neuronal ao longo do sistema nervoso. Os testes com ratos mostraram que os compostos aumentaram rapidamente a força de comunicação em regiões “enfraquecidas”.

Além disso, novas pesquisas têm sido feitas a fim de contornar a demora na obtenção de resultados benéficos com os antidepressivos clássicos. Os antagonistas não seletivos dos receptores NMDA, receptor ionotrópico para o glutamato, são um grupo de fármacos que produzem um efeito antidepressivo mais rápido em casos de depressão severa, em indivíduos resistentes aos antidepressivos típicos ou que apresentam comportamento suicida.

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Uma substância pertencente ao grupo dos antagonistas dos receptores NMDA (CETAMINA) possui uma ação analgésica mais duradoura. Contrariamente aos fármacos opióides já conhecidos, não causa depressão respiratória. Estudos recentes concluíram que uma dose sub-anestésica (0,5 mg/kg) tem uma ação antidepressiva potente e rápida. Os efeitos antidepressivos são registrados após 100 minutos e são mantidos durante 7 dias após uma dose única.

A ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA repetitiva pré-frontal esquerda diária (rTMS) foi estudada como um potencial tratamento para a

depressão, tal terapêutica utiliza pulsos magnéticos para estimular regiões do cérebro envolvidas na regulação do humor. A ideia é que o campo magnético pulsátil crie uma corrente elétrica na superfície do cérebro restabelecendo o humor do paciente.

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Exercício é a chave da prevenção

O efeito benéfico do exercício físico na depressão é sustentado por vários estudos científicos. Foi demonstrado que o exercício físico traz não só benefícios a curto prazo, mas também a longo termo, como a redução do perímetro abdominal, da incapacidade funcional, pensamentos negativos e das doenças físicas e o aumento da força, da coordenação, da flexibilidade e do equilíbrio, regularizando o peso corporal, e melhorando o perfil lipídico e o controlo glicêmico.

O exercício físico promove resultados positivos ao nível do bem-estar e do humor, diminuindo ou prevenindo o efeito de várias condições mentais, e contrariando o condicionamento físico característico da depressão. Além disso, traz benefícios ao nível da autoconfiança e suporte social. O exercício tem ainda efeitos reduzindo a perda de neurônios e mantendo a capacidade de memória.

Colaborado por Euzébio Nóbrega – Fisioterapeuta em Formação pelas Faculdades Integradas de Patos

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