Entenda os riscos de cirurgias plásticas estéticas

Entenda os riscos de cirurgias plásticas estéticas
Entenda os riscos de cirurgias plásticas estéticas

Ao se decidir por uma operação plástica estética, antes de escolher o tamanho da prótese ou o modelo novo do nariz, algumas coisinhas você precisa saber: os riscos que essas cirurgias oferecem para a sua saúde.

Do risco anestésico, por exemplo, ninguém escapa quando se decide pela mesa de cirurgia. O alerta é de Tiago André Ribeiro, médico cirurgião plástico: “O problema é maior em pacientes que têm arritmia cardíaca (alteração nas frequências dos batimentos), porque os medicamentos usados na anestesia provocam justamente esse efeito. O metabolismo é induzido à arritmia através dessa medicação”.

Porém, prevenir esse tipo de susto é simples. “O eletrocardiograma consegue identificar se o paciente tem essa alteração nos batimentos cardíacos. Uma vez identificado, o anestesista substituirá as medicações”, continua o especialista. Ainda com relação à anestesia, corre-se o risco de reação anafilática, uma alergia intensa que pode provocar parada no coração e edema de glote, levando à morte.

Uma vez fora do centro cirúrgico, os pacientes devem estar alertas ao pós-cirúrgico. “Tem que cuidar do pós-operatório da maneira que é recomendada”, avisa Tiago, que enumera abaixo uma lista dos riscos específicos de algumas das cirurgias estéticas mais comuns. Conheça e avalie se o seu “defeitinho” é mesmo um problema:

1- Prótese de silicone nos seios
“A curto prazo, o risco é que ocorra sangramento. Isso, se a paciente tiver uma predisposição para tanto. Quem tem sangue mais fino, costuma sangrar mais com ferimentos”, explica Tiago. “E, então, esse sangramento pode virar um hematoma, que é uma coleção de sangue junto da prótese, o que deixa uma mama maior do que a outra”. Às vezes é necessário voltar ao centro cirúrgico para limpar esse sangramento e deslocar um pouquinho a prótese. Evitar, no entanto, é bem simples: “Usar o sutiã compressivo no pós operatório e evitar muita movimentação”, ensina.

A longo prazo, outro risco é o que chamam de rejeição, que, segundo Tiago, nada mais é do que uma infecção. “É quando uma bactéria qualquer entra no organismo. Ao reagir contra ela, o próprio corpo acaba reagindo contra a prótese, que o organismo também entende como um corpo estranho”, explica. Nesse caso é preciso retirá-la e recolocá-la somente seis meses depois, ensina. “Normalmente acontece na primeira semana. Mas não é um problema comum”, diz.

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O deslocamento da prótese é mais um risco. “Isso acontece quando a paciente não respeita uma recomendação primordial do pós operatório: evitar movimentação. Se acontece, ela terá que voltar ao centro cirúrgico para corrigir”, avisa.

Tiago ainda alerta: próteses de silicone e implantes mamários não são eternos. “Não pode colocar a prótese e esquecer do assunto. Tem que acompanhar. As próteses devem ser avaliadas a cada um, dois anos, para saber se precisam ser trocadas, se precisa tirar um pouco de pele”, explica.

2- Pálpebra (blefaroplastia)
Com o passar do tempo, as estruturas palpebrais vão se tornando frouxas, levando a um excesso de pele e protrusão das bolsas de gordura que ficam sob as pálpebras. A blefaroplastia é a cirurgia estética que corrige esses excessos na região. Segundo Tiago André Ribeiro, médico cirurgião plástico, o procedimento é simples e o pós-operatório também, mas muitas vezes não é respeitado.

“O paciente tem que usar corretamente os medicamentos prescritos: colírio, pomada e se proteger com óculos escuros. Alguns acham bobagem e não seguem as recomendações. Mas, depois da cirurgia, o olho fica entreaberto e a córnea exposta pode machucar se não estiver protegida. É o que chamamos de úlcera de córnea, um buraquinho, um machucadinho dentro do olho, que terá que ser tratado”, explica o especialista, citando que em casos extremos um oftalmologista pode precisar intervir com nova cirurgia para curar a úlcera. “Tem que hidratar o olho, evitar forçar a visão com leitura e televisão”, indica.

3- Rinoplastia
“É das cirurgias mais difíceis. Extremamente delicada, porque o nariz é único e sua posição é central”, avalia Tiago. “Antes, faziam-se todos os narizes do mesmo jeito. Até que se começou a adaptar a cada anatomia. A cirurgia ficou muito mas complexa, mas com resultados mais objetivos”, conta o cirurgião.

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A principal queixa, segundo ele, é o inchaço, que pode durar de nove a 12 meses. “O nariz já está bonito e a paciente ainda acha que está grande. Um milímetro de inchaço no nariz é muita coisa. Quem quiser se submeter a esse procedimento precisa saber que precisará ter muita paciência. Assimetrias e irregularidades só podem ser resolvidas depois que acaba o inchaço. Outra queixa é a respiração. Hoje em dia, a gente associa a estética com funcional, mas não é fácil”, avisa.

4- Lipoaspiração
A lipoaspiração, operação cirúrgica estética que remove gordura de diferentes lugares, é um trauma extremamente grande, alerta Tiago Ribeiro. “Só que o trauma é escondido pela pele. Trata-se de uma queimadura profunda na parte da gordura subcutânea. Tem que ser feito em pouco pouco volume, senão fica ainda mais intensa e extensa”, explica ele. “Não pode ficar mais cinco horas lipoaspirando uma paciente. O recomendado é até 5% do peso. Se tem 60 kg, por exemplo, poderá retirar, no máximo, três litros de gordura”, ensina.

“O principal risco é a trombose venosa profunda, que é um coágulo de sangue que forma nas veias da panturrilha e, de lá, pode subir para o pulmão, transformando-se em tromboembolismo pulmonar, que pode levar à morte”, conta o cirurgião. Segundo ele, a prevenção é o uso da meia elástica. “É muito importante cuidar das pernas em um pós-operatório de lipoaspiração, independentemente de onde tenha sido”, alerta Tiago.

Outro risco é a perfuração de órgãos, como o fígado, o baço, o intestino. “Isso acontece quando o médico quer lipoaspirar a gordura de uma paciente com muito peso, quando tem muito mais gordura para tirar do que o limite recomendado. Ainda que ele vá lipoaspirar somente o permitido, ele precisará ir bem fundo com as cânulas e, nesse processo, se perde na anatomia, entrando na cavidade abdominal. É raro, mas, quando acontece, na maioria das vezes leva à morte”, diz Tiago.

Fonte GNT| Fique de Boa

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