Mitos e verdades sobre o chocolate

Mitos e verdades sobre o chocolate
Mitos e verdades sobre o chocolate

Algumas pessoas utilizam a Páscoa ou o clima frio como desculpa para aumentar o consumo de chocolate, porém os mais sinceros admitem que não resistem à guloseima, especialmente quando o sabor e a textura não estão sob a ação do calor. Há ainda os que justificam a melhora do humor, da tensão pré-menstrual (TPM) e até da libido. Para esclarecer quem está certo, a nutricionista especialista em nutrição clínica, Lenita Borba, do Hospital Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, explica o que é mito e o que é verdade sobre o chocolate.

Comer chocolate melhora o humor.

  • VERDADE: segundo a nutricionista Lenita Borba, a diferença é percebida quase que imediatamente. “Isso acontece porque o cacau, principal matéria-prima do doce, é fonte de magnésio e triptofano, nutrientes que estimulam o organismo a produzir endorfina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer e que inibem a agressividade”, afirma.

A TPM estimula o consumo de chocolate.

  • VERDADE: apesar de não haver estudos conclusivos, na semana que antecede a menstruação há vários fatores que conspiram a favor da guloseima. Um exemplo é o hormônio estradiol, que aumenta a sensibilidade do paladar, especialmente para os doces. “Nessa fase é comum também as mulheres buscarem o prazer como forma de compensar a irritabilidade. E é aí que entra o chocolate, que favorece o fluxo sanguíneo nas áreas de percepção do prazer no cérebro”.

O consumo de chocolate aumenta a libido.

  • MITO: não há pesquisa científica que comprove isso. Provavelmente, a “fama” se deve à sensação de bem-estar que o doce proporciona, o que deixaria as pessoas mais predispostas para o sexo. Outra hipótese diz respeito aos astecas que, na colheita do cacau, promoviam festivais de acasalamento e orgias sexuais.

Algumas pessoas preferem chocolate a sexo.

  • VERDADE: foi o que mostrou a pesquisa feita com 1500 britânicos encomendada pela empresa de alimentos Cadbury. De acordo com o levantamento, 52% das mulheres e 13% dos homens preferem o doce à relação sexual. A justificativa da maioria é que com o chocolate o prazer é garantido.
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Quanto mais amargo e escuro for o chocolate, mais saudável ele é.

  • VERDADE: segundo a nutricionista Lenita Borba, essas características revelam que o alimento tem altas concentrações de cacau e uma porcentagem reduzida de gordura, açúcar e leite. “Só para ter uma ideia, o extra amargo tem entre 75% e 85% de cacau; o amargo, entre 50% e 75%; e o meio amargo, de 35% a 50%. Já na versão ao leite, a concentração varia entre 30% e 40%, por isso não pode ser considerado um protetor do coração. O restante basicamente é leite em pó ou leite condensado e açúcar”, completa.

Chocolate provoca acne.

  • MITO: não há estudo que relacione o consumo de chocolate ao aparecimento de espinhas. De acordo com a nutricionista Lenita Borba, o que pode dar essa impressão é que os alimentos gordurosos em geral aumentam a oleosidade da pele que, por sua vez, pode obstruir os poros e favorecer a proliferação de bactérias responsáveis pela inflamação.

Não existem pessoas viciadas em chocolate.

  • VERDADE: apesar do alimento ser fonte de substâncias que causam dependência, como cafeína, tetrahidro-beta-carbolina (presente também em bebidas alcoólicas), tiramina e feniletilamina (que estimulam o sistema nervoso central), suas concentrações são mínimas e incapazes de levar ao vício, mesmo que se coma uma quantidade absurda por dia. Já a “necessidade” de comer chocolate é psicológica: acontece porque a pessoa, que é fã deste alimento, relacionou, ao longo da vida, o consumo do doce a algo que traz prazer imediato e, por isso, recorre a ele nos momentos difíceis.
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A cor esbranquiçada do chocolate indica que ele está estragado.

  • MITO: é importante, claro, observar a data de validade mas, na maioria dos casos, o tom acinzentado ou esbranquiçado sinaliza que o alimento foi exposto a diferentes temperaturas, o que fez a manteiga de cacau chegar até a superfície do doce.

O consumo regular de chocolate amargo reduz a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares.

  • VERDADE: a explicação está no alto teor de antioxidantes, como flavonoides, catequina, epicatequina, procianidina e ácidos hidroxicinâmicos, que auxiliam no aumento do colesterol bom (HDL) e no funcionamento dos vasos sanguíneos. Para ter esses benefícios, consuma, no máximo, 50 gramas da versão amarga por dia.

Quem faz dieta só deve consumir a versão diet.

  • MITO: para compensar a falta de açúcar e garantir a textura e o sabor característicos, o chocolate diet traz grande quantidade de gordura (maior até do que a versão tradicional), por isso é altamente calórico.

Tosse é um dos sintomas de alergia ao chocolate.

  • VERDADE: a nutricionista Lenita Borba chama a atenção também para outros sinais, como irritação na pele, no estômago e no intestino e aumento nas crises de enxaqueca. “Possivelmente, isso está relacionado à presença de substâncias vasodilatadoras no alimento”, lembra. Em caso de consumo excessivo, a especialista afirma que as consequências são diarreia e excesso de peso.

O chocolate branco não pode ser considerado chocolate.

  • VERDADE; a justificativa dos especialistas é que ele não contém cacau, apenas a manteiga extraída do fruto, leite em pó, baunilha, grande quantidade de açúcar (em torno de 59%) e gordura saturada.

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