Seguindos os passos de um fotografo em busca dos clicks da onda perfeita

Conheça a odisseia do paraibano, que atravessou o país pra se aprimorar na técnica de fotografar o surfe. Ele foi atrás das aulas do renomado Sebastian Rojas. Trata-se de Junot, 35, jornalista, dedicado a família e ao trabalho, arrumou tempo pra correr em busca de seu sonho. Traçar metas e cumpri-las faz parte do lifestyle desse guerreiro.

O surfe tem dessas, tem que ter objetivo pra aprender e disciplina pra desenvolver. Para boa teoria e prática da fotografia de surfe esses conceitos também são fundamentais. Alem desses elementos o retratista profissional tem que estar em sincronia com o mar pra pegar o melhor momento.

Na foto da capa, da esquerda para direita:

Sebastian Rojas, Ana Catarina,Anna Verônica, Vini Martins, Alan Simas até chegar em nosso convidado.

Fizemos alguns questionamentos sobre a atividade para Junot, passamos a descrever o bate papo, a seguir:

Blog do Naná – Como começou o interesse por fotografia e surfe?

Junot- Diferente de muitos, que trazem da adolescência esse desejo e amor pelo click, na minha vida tudo se deu início em meados de 2007, ainda no curso de formação para jornalistas, na UEPB. Comecei a atuar como assessor de imprensa no Sebrae-PB, em Campina Grande, minha cidade. Certo dia, com uma matéria prestes a ser divulgada por um jornal, o fotógrafo não pôde comparecer e tive que fazer as fotos para o periódico, e deu certo. Ali vi que tinha um dom, pois nunca tinha estudado e nem sequer tinha uma câmera fotográfica.

De lá pra cá aprendi a amar esta arte e desenvolvi meus conhecimentos de autodidata. Comprei minha maquina e fui de cabeça. Fiz books, eventos diversos, campanha política e fui contratado para atuar como jornalista de um periódico, onde comecei a observar a atuação do fotógrafo daquele impresso.

Desisti de escrever com palavras e passei a descrever através de imagens aquilo que já sabia pelas letras, atuando por três anos como repórter fotográfico.

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Na adolescência surfava de bodyboarding e já tinha desenvolvido o amor pela natureza e pelo surf, enraizado principalmente por meu tio que também surfava. Como morava distante do mar, desisti do surf. Por pouco tempo. Há quatro anos, não sei bem como, me vi envolvido em um projeto chamado Surf Solidário, desenvolvido pela galera do Surf Paraíba, da qual hoje faço parte, onde levávamos brinquedos e doações diversas às famílias nativas de Baía da Traição.

Desisti de escrever com palavras e passei a descrever através de imagens

Comecei a acompanhá-los nas trips pela Paraíba e estados vizinhos e não mais parei. Como não era comum um fotógrafo nas areias, procurei criar um estilo próprio. Acredito que fotografar um surfista é eternizar aquele momento único. Seja de um tubo, uma rasgada. Não importa. O que interessa é deixar marcado no tempo aquele instante.

Blog do Naná –  E Sebástian Rojas, surgiu de que forma nessa história? Foi fácil descobrir e participar do seu curso?
O Sebá é o mestre. Sempre que se fala em fotografia de surf, fala-se em seu nome. Fotografando para a Revista Fluir a muitos anos, passei a acompanhar seus passos e admirar seu trabalho.

Dois anos atrás, numa pesquisa na net, descobri que ministraria um curso, ofertado em parceria com o pessoal da Foto do Surf, organizado pelo Alan Simas. Não me inscrevi, pois, na Paraíba, o retorno ainda não era (e ainda não é) louvável diante do tamanho investimento em equipamentos.

Em 2015 resolvi investir mais em cursos. Depois de um de fotografia sensual, com o mestre Yogue Alencar, redescobri o mesmo curso do Sebá e fui até Saquarema, terra do surf no Rio de Janeiro, aprender um pouco mais. E posso dizer que Sebastian é show.

A forma com que ministra e oferta seus conhecimentos, a humildade em querer que o próximo encontre seu caminho através das lentes, é incrível.

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O contato com equipamentos de última geração lhe faz decidir sobre seu futuro neste esporte que só vem crescendo. De lá já saíram nomes como Ana Catarina e Pinguim, entre outros fotógrafos que se dedicaram. E é isso que fiz. Investi e agora estou mostrando cada vez mais meu trabalho com fotografia de esportes, principalmente o surf, dentro e fora d’água.

Blog do Naná – Relacione fotografia e responsabilidade sócio ambiental. Acredita que a indústria do surfe vem assumindo postura adequada frente ao problema da poluição do planeta?

Junot – O surf tem essa mágica. Não se trata apenas de um ser humano sobre uma prancha. É a interação com a natureza, é o cuidado com os lugares aonde se vai à procura de ondas cada vez melhores. E isso tem trazido à tona outros aspectos destes locais.

Em Saquarema, O Sebá nos manda procurar algumas ideias de fotografia e sempre indagamos o quanto a humanidade ainda tem a ser trabalhado neste ponto. E, nós fotógrafos, ao retratarmos uma paisagem, estamos mostrando o quão bela ela é naquele estado puro.

O outro lado é feito por cada surfista. E os grandes do mundo também estão totalmente ligados nisso. Procuram ajudar quanto a falta de água potável e a alimentação escassa no mundo.

Na Paraíba grande parte de nossas praias já recebem esse tipo de cuidado, quanto a limpeza, de quem as visita, deixando-nos com imagens de tirar o fôlego.

Junot está aberto a convites de trips ao redor desta bela Paraíba e do mundo.
Contato: (83) 9681-0320 WA   (83) 8856-4678 | junotlacet@hotmail.com
É só chamar!!!!

Enfim, nesse bate papo descontraído com nosso convidado acabou resultando em grandes dicas pra quer iniciar nessa linda arte. Espero que tenham gostado e até a próxima.

Apoio: Revista OPOP MAG e Restaurante La Collina.

1 COMENTÁRIO

  1. Fiquei orgulhosa ao ver essa intrevista, pois Junot Filho é um guerreiro, buscando com afinco seus objetivos. Parabéns meu filho continue seu caminho lutando sempre, pois você merece tudo isso. Beijos, te amo muito. Magnólia.

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