O skate no Sertão e na capital paraibana.

Foto:Sara Andrade
Foto:Sara Andrade

Voltando das férias e diretamente do Centenário Café em Patos-PB, posto essa matéria esperando meu amigo Rodrigo e Pablo para almoçar. Hoje irei de crepe de camarão (famoso) já pensando no igualmente famoso cafezinho que não pode faltar na confraria dos professores.

Por aqui tem muita ladeira, mas poucas são as que realmente favorecem o drop, quer seja pelo transito de automóveis ou motos, quer seja pela falha no piso (paralepipedo, quebra molas, etc.). Depois de rodar muito no meio do Sertão paraibano, especificamente, na cidade de Patos, a procura de lugar com condições para o Longboard, encontrei essa ladeira da foto.

A escolha do lugar também foi devido à vegetação característica da região está presente, muito embora, a rua atravesse um futuro condomínio de casas, ainda sobraram algumas arvores, ou seja, daqui a pouco somente casas nesse lugar que, diga-se de passagem, é  mágico, dá para  observar a  serra ao  fundo.

Na Capital, João Pessoa em quatro anos o skate virou febre, muita gente andando na orla e Estação Cabo Branco, esqueceram da ladeira da Penha (Mangahill), não sei por qual razão…o fenômeno não é  diferente do resto  do  Brasil, o numero de  skatista tem aumentado muito. Portanto, não vai  ser  diferente no  Sertão. É inevitável com o passar do tempo mais pessoas terem o skate aliado a seu estilo de vida e com isso o esporte tomará mais expressão na sociedade.

Em Patos-PB, o mercado do skate já se movimenta, visto pela presença de lojas de surfwear, contudo, faltam empresas especializadas, um bom equipamento (prancha, truck, etc) é difícil encontrar no comercio da referida cidade. Esse item também chega com o crescimento de numero de praticantes.

Curioso esse dado, minha amiga aqui de João Pessoa vai a Recife procurar o modelo pretendido por ela, no mercado da Capital paraibana não encontrou o Dervish (modelo bidirecional). É, o bom skate realmente é cosmopolita! Não é isso, é que as grandes marcas estão nos grandes centros. Mas hoje com a internet tudo está mais fácil.

Outro item que pode impulsionar o skate no Sertão é a construção de uma pista, um plaza, estilo do  Manaíra em  João Pessoa. Nesse sentido, aproveito oportunidade e sugerir a construção na Capital de uns quadrados com piso especial (espaço de conivência e treino) na praia, (a exemplo de Montevidéu, Uruguai e Aracaju no Nordeste brasileiro) para as pessoas  andarem  de  skate e  patins sem  ter  que  imprudentemente (vejo  skatistas sem equipamento de  proteção) concorrer  com  os  carros  e  pessoas que fazem  caminhada ou  andam de  bike. Desse jeito acabaria a verdadeira confusão, inclusive fatal, da ciclovia da orla.

Outra opção é regular pelo horário, após às 22h é bem melhor andar na orla de Cabo Branco, o pequeno numero  de  pessoas na  praia favorece o passeio, por outro lado, o drop  nas  ladeiras  da Estação Ciência e  Ladeira da Penha (Mangahill) devem ser em grupo, pois, o lugares são relativamente afastados da  cidade e a  segurança pode  ser comprometida  também  por esta  razão.

Bom é ver todas as tribos juntas, do juiz de direito ao caminhoneiro em cima da prancha, se a atividade é bem orientada e segura, toda a sociedade ganha, mas para o fenômeno acontecer precisa vontade política.   

Conhecer pessoas, a geopolítica do lugar por intermédio do skate são apenas algumas características que esse esporte pode proporcionar, agradeço pela oportunidade da escrita sobre meu estilo de vida e peço a Deus que me conserve saúde para poder fazer, entre uma lição e outra, meu freedrop por onde passar.  

Bem, queridos leitores, fico por aqui, espero que tenham gostado e até a próxima.

Se for andar de skate ou surfar, não beba! Se for beber, não dirija!

nailsonjr@yahoo.com.br

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