Saiba a qual médico procurar

Uma dúvida que comumente passa por nossa cabeça é: “eu devo procurar um médico mesmo sem está sentindo nada?”. Além disso, também são freqüentes perguntas como: “com qual idade eu devo começar a ir ao médico” e “qual especialista eu devo procurar?”. A resposta varia, mas, na maioria dos casos, a necessidade de recorrer à medicina para possíveis diagnósticos só acontece depois dos 40 anos.

A recomendação geral para pessoas jovens e saudáveis é que visitem um clínico geral uma vez por ano. “Às vezes a pessoa não tem nenhuma reclamação acerca da saúde, mas, fazendo uma consulta detalhada, o médico identifica fatores de risco para ter uma doença”, explica o clínico geral e geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, Paulo Camiz. “Uma pessoa que bebe bastante pode apresentar um indicativo de se tornar um alcoólatra, por exemplo”.

No calendário que marca a quarta década de vida é o momento de fazer os primeiros exames específicos, como mamografia. Veja quando você deve visitar – ou não – um médico.

Especialidades médicas

Cardiologista

“Pessoas assintomáticas não precisam se preocupar. Agora, quem quer fazer atividade física, deve passar em um cardiologista para avaliar se tem pressão alta, colesterol ou diabetes”, explica o médico. Segundo ele, não há necessidade de fazer eletrocardiograma, a não ser que a pessoa apresente alguma queixa, como dor no peito, por exemplo.

Ginecologista

O ideal, segundo Camiz, é que a menina vá ao ginecologista assim que os primeiros sinais de puberdade vierem à tona, como o crescimento das mamas ou alterações de comportamento. “A mulher passa por transformações e o ginecologista pode aconselhar. Se ela quer começar a vida sexual, o ginecologista a orientará com as formas adequadas de proteção”, explica o médico.

Disfunções da tireoide

Esse exame não faz parte de um checkup, a investigação só é feita quando o médico suspeita de algo. “Mas, como qualquer queixa em geral pode ser justificada por algum problema na tireoide, os médicos costumam pedir”, diz o clínico geral.

Urologista

Camiz explica que não há idade certa para o homem visitar o urologista, desde que ele não apresente sintomas. O médico ainda explica que até mesmo a importância do exame de próstata está sendo discutida. “Não tem um exame para definir qual é o câncer que vai ser letal ou o que vai ficar com a pessoa a vida inteira, sem prejudicá-la”, diz. O Instituto Nacional do Câncer (INCA), se posiciona a favor do médico, indicando o exame não mais como medida de saúde pública, mas para aquelas pessoas em que o urologista considera importante que façam. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), no entanto, recomenda que o exame seja feito a partir dos 50 anos.

Ortopedista

Mais uma vez, não há idade certa para visitar um médico dessa especialidade. “Se a criança tiver um déficit de crescimento, é necessário levá-la, mas o próprio pediatra vai encaminhar”, explica o médico do Hospital das Clínicas.

Oncologista

Não é necessário visitar um oncologista, a não ser que a pessoa apresente sintomas ou alguém da família já tenha tido câncer, como de mama e intestino. “Nesses casos, é indicado que a pessoa procure um médico 10 anos antes da idade em que o câncer foi diagnosticado no familiar”, diz o especialista.

Exames

Colesterol e triglicérides

“Para os homens que não apresentam sintomas, se pede a partir dos 35 anos. Já para as mulheres, aos 45 anos”, explica Camiz. “Agora, se a pessoa tem algum fator de risco, como obesidade ou sobrepeso, se pede em qualquer idade, inclusive em crianças”.

Colonoscopia

Camiz explica que a partir dos 50 anos, é necessário que todos se submetam a esse exame, capaz de detectar câncer no intestino. Existem também outros exames que podem complementar, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Endoscopia

Não há necessidade, a não ser que a pessoa reclame de dores ou sintomas que a incomodam. Há um mito, porém, de que é preciso fazer endoscopia para detectar se é portador ou não da bactéria H. Pylori. Paulo Camiz explica que a presença dessa bactéria no estômago dos brasileiros chega a 80%, e a grande maioria das pessoas vive muito bem com ela e nem sabe que tem. “Se ficar fazendo pesquisa dessa bactéria, vai falir o sistema de saúde, identificar um número enorme de pessoas que não vão se beneficiar do tratamento. E, se for tratar, vão criar formas resistentes dessa bactéria”, alerta Camiz.

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