Sua relação existe apenas por comodismo? Descubra

Você vive mesmo um relacionamento satisfatório ou ao avaliar o assunto de maneira sincera acaba pesando prós e contras que nada têm a ver com o amor? Especialistas apontam as situações mais comuns que indicam que o comodismo tomou conta da sua vida amorosa (e que o futuro do seu relacionamento depende de circunstâncias que não incluem, necessariamente, o afeto). Seguem oito dicas fáceis pra você descobrir se o comodismo já chegou em sua relação:

1. MEDO DE FICAR SÓ:

Segundo a psicóloga Raquel Fernandes Marques, existe um grande número de casais em que os dois já não são mais realmente casados, estão separados física e emocionalmente, mas ainda precisam sentir que têm alguém ao lado, mesmo que não represente mais nada amorosamente. “As pessoas sentem medo de ficar sozinhas e de experimentar o novo. E assim seguem cinco, dez, quinze anos vivendo em um mundo de ilusão, com medo de se apaixonar novamente”, fala a especialista. Para algumas, quanto mais o tempo vai passando, maior o temor, principalmente por não se sentirem à vontade para voltar a paquerar, namorar etc.

2. FILHOS SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR:

Outro sintoma significativo de que você vive uma relação cômoda é acreditar que ela deve se manter em nome do bem-estar dos filhos, de acordo com a psicóloga Raquel Fernandes Marques. Desculpas como “vou esperar que cresçam”, “depois que eles terminarem a faculdade eu me divorcio” e “meu filho está passando por uma fase difícil” são comuns, nesse caso. A questão é que não existe momento certo para que uma separação não provoque dor ou sofrimento na família. Só que arrastar um relacionamento também pode causar efeitos devastadores, pois as crianças, mesmo as pequenas, percebem o clima de desarmonia e infelicidade entre os pais.

3. CARÊNCIA AFETIVA:

Na opinião da psicóloga e psicoterapeuta Sandra Samaritano, muita gente paga qualquer preço para satisfazer suas necessidades emocionais, mesmo que isso signifique viver de migalhas. “São homens e mulheres que acabam se esquecendo de sua verdadeira identidade por pensarem que não encontrarão alguém que possa realmente gostar deles como são, com suas qualidades e defeitos”, fala Sandra. Por trás da carência há a baixa autoestima: a pessoa não consegue se valorizar e frequentemente se sente inferior ao parceiro, escondendo-se de si mesma e de seus reais desejos para manter uma relação imatura e sem perspectiva. “Ruim com ele(a), pior sem ele(a)” é a regra.

4. O INDIVIDUALISMO IMPERA:

Você prefere sair com seus amigos sem a companhia do par, toma decisões sem consultá-lo e não faz planos a dois para o futuro? Sem compartilhar sonhos, metas ou mesmo ações diárias não existe uma união verdadeira. “É claro que em um relacionamento sadio as pessoas não podem perder a sua individualidade, mas daí a pensar só em si mesmas existe uma grande diferença. Isso denota que o namoro ou casamento está em risco”, diz Suely Buriasco, mediadora de conflitos e especialista em gestão estratégica de pessoas.

5. DISTÂNCIA EMOCIONAL:

Muito pior do que a distância física, que se caracteriza também pelo afastamento sexual, é a separação emocional em uma relação que deveria ser amorosa. “A falta de envolvimento, de prazer em estar juntos e o desinteresse pela vida do outro são sinais de grande afastamento na relação. Em muitos casos, há até falta de comprometimento com o parceiro”, fala Suely Buriasco, mediadora de conflitos. Quando os sentimentos do par já não fazem tanta diferença, é preciso rever se o motivo que sustenta a relação não passa de mero hábito.

6. AUSÊNCIA DE DIÁLOGO:

Quando vocês estão juntos só falam sobre amenidades ou, pior, trocam apenas palavras necessárias? Você demonstra mais interesse em checar o Facebook no celular, à mesa, do que compartilhar uma refeição agradável com o parceiro? Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Sandra Samaritano, a ausência de diálogo entre um casal é um sinal grave de que o romance está desandando ou já desandou. Se você não sente mais vontade de conversar ou os momentos de silêncio vêm se tornando cada vez mais longos, talvez seja o caso de avaliar se quer mesmo continuar a relação.

7. A RELAÇÃO VIROU UMA ZONA DE CONFORTO:

Há quem se acostume tanto com uma situação mais fria, distante, sem muito diálogo e trocas afetivas, que, por mais desconfortável que seja, o relacionamento se transforma em uma espécie de zona de conforto. “A vida a dois evita o estresse de encontrar alguém novo, de buscar companhia e até de levar foras. Só o fato de ter alguém ao lado pode ser acalentador, principalmente para as pessoas que se sentem solitárias”, comenta a psicóloga Raquel Fernandes Marques. Nessas circunstâncias, é comum repensar toda a história do casal. Ao avaliar os defeitos do par, o comodista se dá conta de que está na relação há um tempo significativo que justifica sua continuidade. Afinal, todo mundo conhece o parceiro, a família gosta dele, suas manias já são toleradas… E assim o convívio nessa “solidão a dois” vai sendo empurrado.

8. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA:

Você até pensa em se separar, mas a situação financeira (sua ou de ambos) não permite? Eis um relacionamento que sobrevive à base do comodismo. E não se trata apenas de não conseguir garantir o próprio sustento: alguns casais investem dinheiro em um imóvel, por exemplo, e preferem manter uma relação capenga e insatisfatória do que arcar com um possível prejuízo. “Sair de casa, procurar um novo lugar para viver, ter de voltar a morar com os pais, gastar com mobília, avaliar as distâncias entre casa, trabalho, escola dos filhos… Tudo vira desculpa para o comodismo imperar e a relação durar mais”, afirma a psicóloga Raquel Fernandes Marques.

Colaborado por Heloísa Noronha | Fique de Boa

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