Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo

Mesmo com tantas informações disponíveis, ainda são bastante comuns as dúvidas e os mitos sexuais. O problema é que muitas vezes as pessoas não sabem para quem fazer perguntas tão íntimas ou têm vergonha em falar do assunto abertamente. Foram entrevistados três especialistas para esclarecer dez temas que costumam despertar a curiosidade. Aproveite para descobrir aquilo que você sempre quis saber sobre sexo, mas não tinha coragem de perguntar.

AUMENTO DE PÊNIS: na internet, há uma profusão de receitas e produtos milagrosos que prometem fazer o pênis aumentar de tamanho, de pílulas a bombas penianas. Segundo o sexólogo e cirurgião vascular Alfredo Romero, não há nenhuma comprovação científica de que esses métodos funcionem. “Essas bombas incham o pênis, o que dá a impressão de que ele está maior”, explica. Romero diz que a única forma de aumentar o comprimento ou o diâmetro do pênis é por meio de cirurgia. “Apenas os casos de micropênis, amputação por acidente ou câncer têm indicação para intervenção cirúrgica”, ressalta

VAGINA LARGA: existe um mito de que a mulher que pratica muito sexo fica com o órgão mais largo ou laceado. O ginecologista, sexólogo e professor do Ambulatório de Sexualidade da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Amaury Mendes Junior afirma que isso não tem sentido, já que a mucosa vaginal é elástica. “O sexo não tem nenhum efeito que possa causar dilatação vaginal”, afirma. Segundo o ginecologista, pode haver um problema nos partos mal conduzidos, que por causa de lacerações e traumas musculares deixam a vagina entreaberta. Entretanto, ele diz que existem exercícios para estimular a contratilidade dos músculos que circundam a vagina

PÊNIS TAMBÉM “QUEBRA”: o receio de “quebrar” o pênis durante um movimento errado durante a relação sexual tem fundamento. Apesar de não ter ossos, o pênis ereto pode sofrer traumatismos em suas estruturas, que levam até a calcificações dos tecidos. O problema, segundo o sexólogo e cirurgião vascular Alfredo Romero, é que muitas vezes esses traumatismos leves são repetidos e os homens não buscam tratamento. Com o tempo, podem afetar a anatomia do órgão. “O pênis que era reto de repente fica curvo”, explica Romero sobre as consequências mais graves. O trauma ocorre com mais frequência na posição sexual com a mulher de costas para o homem e por cima dele, quando o pênis escapa e ela continua o movimento

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO: o tamanho do pênis ainda costuma ser uma das inquietações mais frequentes nos consultórios. Segundo a psicóloga, sexóloga e professora de educação afetivo sexual Walkíria Fernandes, essa é uma preocupação predominantemente masculina. “O que importa para a mulher é o que está grudado no pênis, ou seja, aquele homem que está com ela”, diz. Walkíria afirma que muitos homens ficam encucados porque se baseiam em filmes pornôs e que, na maioria das vezes, possuem pênis de tamanho médio. “O pênis normal tem de 12 a 18 cm”, esclarece. O sexólogo e cirurgião vascular Alfredo Romero também destaca que muitas vezes o homem confunde uma ereção ruim, incompleta, com pênis pequeno. “Eles pensam que o problema é o tamanho do pênis, mas é a ereção”, diz

EJACULAÇÃO FEMININA: esse é um tema controverso até entre médicos e sexólogos. O ginecologista, sexólogo e professor do Ambulatório de Sexualidade da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Amaury Mendes Junior diz que a mulher não possui um órgão ejaculador como o homem. Segundo ele, o que existe são mulheres multiorgásticas que produzem grande quantidade de líquido vaginal. “Elas relaxam de tal forma que podem inclusive urinar neste momento”, afirma. Para a psicóloga, sexóloga e professora de educação afetivo sexual Walkíria Fernandes, não existe ejaculação feminina, já que a mulher não produz jatos. “Algumas mulheres liberam um líquido de uma glândula localizada atrás da parede da uretra, que não é urina, porém isso acontece raramente e não pode ser considerada ejaculação”, diz a sexóloga

ORGASMO ANAL: por ser uma região rica em nervos e vasos sanguíneos, o ânus pode proporcionar bastante prazer tanto para a mulher quanto para o homem. Mas, afinal, é possível chegar ao orgasmo apenas pela prática anal? O sexólogo e cirurgião vascular Alfredo Romero esclarece que o orgasmo é um só e caracteriza-se por uma série de contrações na pélvis. “O que muda é o ponto que vai desencadear o orgasmo”, destaca. Sendo assim, na teoria, o orgasmo poderia ser estimulado por qualquer ponto do corpo humano, até mesmo pelo pensamento, conforme o prazer e a excitação de cada indivíduo. Já a psicóloga, sexóloga e professora de educação afetivo sexual Walkíria Fernandes acredita que, apesar de possível, o orgasmo apenas por estímulo anal é mais raro.

PONTO P: assim como as mulheres têm o chamado ponto G, os homens também possuem um esconderijo do prazer. Segundo o sexólogo e cirurgião vascular Alfredo Romero, os homens são dotados de um ponto P (ponto prostático), que fica próximo à próstata. “Se o ponto P for explorado com a penetração de um dedo no ânus, tocando a próstata, o indivíduo poderá ter orgasmos muito mais intensos”, descreve o médico. O empecilho para desfrutar dessa sensação costuma ser o machismo, já que muitos homens não admitem o ânus como região de prazer e excitação. “Ainda existem muitos tabus em torno da sexualidade, não há educação sexual”, diz Alfredo Romero

SILICONE E SENSIBILIDADE: muitas mulheres têm curiosidade de saber se a sensibilidade dos seios muda com a implantação de próteses de silicone. O ginecologista, sexólogo e professor do Ambulatório de Sexualidade da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Amaury Mendes Junior diz que a colocação de prótese de silicone pode provocar durante algum tempo, logo após sua inserção, uma fibrose cicatricial que anestesia temporariamente as glândulas mamárias, tirando sua sensibilidade. “Porém com massagem, drenagem linfática e cicatrização dos tecidos, inervações e vasos sanguíneos, rompidos durante a cirurgia, a sensibilidade excitatória se restabelece”, explica

MULHERES IRRITADAS: o velho clichê de que uma mulher pode estar irritada por causa da falta de sexo faz sentido. Segundo a psicóloga, sexóloga e professora de educação afetivo sexual Walkíria Fernandes, a libido nada mais é do que energia sexual, que precisa ser gasta e consumida. De forma geral, os homens têm mais facilidade para despender essa energia, o que nem sempre acontece com as mulheres. Para Walkíria, o acúmulo dessa energia provoca um estado de explosão. “Quando a mulher não tem atividade sexual frequente ou não consegue tirar prazer e orgasmo do sexo, essa energia fica contida, o que causa irritabilidade, impaciência, intolerância e nervosismo”, diz ela

GOZAR SEM EJACULAR: o orgasmo masculino quase sempre é associado à ejaculação. Entretanto, o homem também tem a capacidade de atingir o clímax sem ejacular. Porém, são raros aqueles capazes de desfrutar de orgasmos múltiplos. “O homem precisa aprender a fazer isso. Quando ele tem controle pleno da sua ejaculação, pode ter o orgasmo, o prazer, sem chegar a ejacular”, diz o sexólogo e cirurgião vascular Alfredo Romero. O médico explica que o orgasmo masculino consiste em uma série de 10 a 12 contrações da musculatura da pélvis, região da próstata, bexiga, do ânus e do pênis, que duram menos de um minuto. “São essas contrações que dão a sensação mental do orgasmo. E junto com elas há a emissão do líquido ejaculado”, diferencia

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